Digno é o Cordeiro Imolado de receber o poder, a honra, a glória e o louvor! Ap 5,12

terça-feira, 19 de julho de 2016

De vento em polpa

Retomar a escrita não é fácil; ser fiel ao público também não é fácil. Estes meses à frente desta missão em Manacapuru, retomo aos poucos o gosto e o tempo pela pesquisa e pelo contato com o Blog. Não se vai longe se não perseverar no gosto pela pesquisa ou mesmo pela teimosia em pesquisar. Os trabalhos pastorais e os muitos assuntos paroquiais levam todo o tempo necessário para sentar e cuidar do Blog. Estou  me esforçando para ser fiel aos muitos leitores que sempre me perguntam, "como vai o Blog?"

Tantas coisas já foram vividas, tantas realidades assumidas, e no entanto foram omitidas no Blog. Neste tempo vivi a minha peregrinação a Roma por ocasião dos meus 20 anos de Sacerdócio. Foi um tempo de benção e renovação; foi um tempo de rever a própria caminhada, foi um tempo de retomar o entusiasmo pelo ardor missionário. Foi um tempo de olhar o outro lado da vida, da história e do amor pela Igreja. Ad maiorem Dei gloriam!





sábado, 16 de janeiro de 2016

Nova Missão


PARÓQUIA CRISTO LIBERTADOR EM MANACAPURU-AMAZONAS-BRASIL



Voltados para a Missão, somos chamados para dar continuidade a obra do Mestre. Esta missão não é mérito pessoal, mas mandato da Igreja em nome de seu fundador. Depois de 15 anos longe de Manacapuru, retorno novamente para assumir uma nova missão, desta vez na Paróquia Cristo Libertador. Nova Paróquia resultado da divisão da grande paróquia Nossa Senhora de Nazaré. Estou confiante de que a missão é da Igreja e com ela sigo realizando o que estiver ao meu alcance. Sou grato a Deus por este novo mandato e agradeço a minha
Diocese por ter confiado, me enviando para estar aqui. Somos dois padres, eu e padre Felipe Jorge que tomara conta da Estrada com 19 comunidades. 






sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Ministérios




O QUE SÃO MINISTÉRIOS?*


A palavra ministério (do latim, “ministerium”) significa "serviço", “função servil”. É antes de tudo um carisma, ou seja, um dom do alto, do Pai, pelo Filho, no Espírito, que torna seu portador apto a desempenhar determinadas atividades e serviços em ordem à salvação. Todo cristão é chamado a servir e a se doar inteiramente pelo Reino de Deus.

O ministério tem uma característica comunitária: “A cada um Deus confere dons para que possa colocá-los a serviço da comunidade” (Rm 12,4-5).
“Todos nós conforme o Dom que cada um recebeu de Deus, consagrai-nos ao serviço uns dos outros, como bons dispensadores das diversas graças de Deus” (I Pd 4,10 ).
É missão da Igreja pregar o Evangelho, pois a Igreja toda é ministerial, é prestadora de serviços. Ela é servidora, porque o próprio Jesus falou: “Eu vim para servir e não para ser servido". O Pai enviou seu filho para prestar serviço à humanidade(...)
Nós estamos no mundo para dar continuidade ao serviço de Deus, é tarefa nossa, porque a Bíblia nos fala muito dos ministérios.


Existem 2 tipos de ministérios:


A – Ministérios Ordenados – aqueles que recebem o Sacramento da Ordem: Diácono, Padre e Bispo. A Igreja atribui um valor muito especial a esses ministérios, porque os considera instituídos por Cristo. No Sacramento da Ordem, é o próprio Cristo que investe da sua autoridade os ministros ordenados.
B – Ministérios não Ordenados – É certo que ao lado dos Ministérios Ordenados, a Igreja reconhece também o lugar dos Ministérios não Ordenados que são aptos para assegurar um especial serviço da mesma Igreja. São os que têm como base o batismo e a crisma. Não estão acima do padre, não o superam, mas prestam um serviço próprio, original, insubstituível.
MINISTÉRIO- É um serviço prestado à comunidade, respondendo a uma necessidade duradoura ou permanente desta comunidade. A pessoa que tem esta função representa a própria comunidade, agindo em nome dela, mas com muita cautela, longe de ser autoritário, longe de exercer poder. O ministro deverá conscientizar-se de que a sua preocupação está votada para uma relação intima entre o ministério e a comunidade. Ele carregará consigo, que o ministério é estar a serviço da comunidade, isto é, de todos os cristãos, tornando essa comunidade mais ativa, mais missionária.


VISÃO DOS DOCUMENTOS DA IGREJA

É certo que, ao lado dos Ministérios Ordenados , a Igreja reconhece também o lugar de Ministros não Ordenados que são aptos para assegurar um especial serviço da mesma igreja.
A instituição dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão está regulamentada pela instituição da Sagrada Congregação para a Disciplina dos Sacramentos.
“Immensae Caritatis” de 29 de janeiro de 1.973. ( AAS 65, 1.973, PP 264 - 271 ).
O exercício do ministério extraordinário está autorizado pelo § 3 do CAN 230. consubstanciado pelo § 2 do CAN 910 do Código de Direito Canônico.
OBS: O sinal § está indicando “parágrafo”.
CÂN 230 § 3 : “Onde a necessidade da Igreja o aconselhar, podem também os leigos, na falta dos ministros, mesmo não sendo leitores ou acólitos, suprir alguns de seus ofícios, a saber exercer o Ministério da Palavra, presidir as orações litúrgicas, administrar o Batismo e distribuir a “Sagrada Comunhão,” de acordo com as prescrições do direito.
CÂN 910 § 1: Ministro Ordinário da Sagrada Comunhão são: O Bispo, o Presbítero e o Diácono.
§ 2: Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão e o acólito ou outro fiel designado de acordo com o CÂN 230 § 3.
CÂN 911 § 1: Tem dever e direito de levar a Santíssima Eucaristia como Viático aos doentes, o Pároco, os Vigários paroquiais, os capelães, como também o Superior da Comunidade nos institutos Religiosos clericais ou nas sociedades de vida apostólica, em relação a todos que se encontram na casa.
§ 2 : Em caso de necessidade ou com a licença ao menos presumida do Pároco, do Capelão, ou do superior, a quem se deve informar deve fazê-lo qualquer Sacerdote ou outro Ministro da Sagrada Comunhão.
NOTA AO CANON 910:
A designação dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão está regulamentada pela Instrução da Sagrada Congregação para a disciplina dos Sacramentos.
“IMMENSAE CARITATIS” de 29 de janeiro de 1.973. Não se deve esquecer o caráter extraordinário destes Ministros. A este respeito, a citada Instrução adverte:
“Dado que estas faculdades foram concedidas unicamente em vista do bem espiritual dos fiéis e para os casos em que se verifica verdadeira necessidade, tenham os sacerdotes presente que, em virtude das mesmas não ficam eximidos do dever de distribuir a Santíssima Eucaristia aos fiéis que legitimamente a desejam receber e de modo particular do dever de a levar e ministrar aos doentes ( Jesus Hortal ).”
A instrução “Fidei Custos”, do 30/04/69 do Papa Paulo VI preconiza: Confere-se a quem recebe a investidura a missão de distribuir a Santa Comunhão a si e aos fiéis, e de levá-la aos enfermos, idosos em suas residências ou hospitais, quando impossibilitados de irem à Igreja.


A FORMAÇÃO

A formação de Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão deverá voltar-se para os seguintes pontos:
A - Cooperar diretamente com o pároco na Pastoral Eucarística.
B - Levar a Sagrada Comunhão aos enfermos e idosos e aos impossibilitados de irem à Igreja.
C - Auxiliar o pároco na Celebração Eucarística e na Liturgia da Palavra.
D - Agir sempre em comunhão com o pároco e sob a orientação da hierarquia da Igreja Particular da diocese a que pertence.
E - Ter como base o ministério eucarístico no qual o Corpo de Cristo nos é oferecido como alimento até que Ele venha.
Sendo um setor do Centro Pastoral, deverá o Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão estar apto a participar da Pastoral de Conjunto com os ministérios afins: ( Diáconos, acólitos, evangelizadores...).

A ESPIRITUALIDADE

O aprimoramento espiritual dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão deverá realizar-se dentro das seguintes normas:
A – Estudo e pesquisa dos documentos da Igreja com avaliações.
B - Retiros em grupo
C - Reciclagem por meio de cursos, conferências, seminários e congressos promovidos em âmbito regional ou paróquia.
D - Permanente atualização teológico – pastoral à luz da Eucaristia.


As coordenadorias diocesanas e paroquiais, em sintonia com o responsável por este ministério, devem oferecer os subsídios necessários para a realização dos aprofundamentos nos correspondentes níveis.

A MISSÃO

O Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão tem por objetivo suprir uma necessidade da Igreja, atribuindo ao ministro extraordinário o desempenho das seguintes atividades:
A – Ministrar a Sagrada Comunhão a si e aos outros fiéis, quando necessário, durante a Santa Missa.
B - Levar a Santa Eucaristia aos hospitais, residenciais, asilos, leprosários, favelas e aonde a caridade cristã exigir a sua presença, tendo sempre em vista as seguintes considerações:
1ª – Estabelecer contato com os familiares.
2º - Inteirar-se da situação econômica e vida cristã da família, oferecendo, na medida do possível, a solução adequada aos problemas constatados.
3º - Proporcionar aos doentes e seus familiares o conforto cristão.
4º - Preparar o doente para a recepção dos Sacramentos da confissão e da Unção dos Enfermos.
5º - Procurar despertar o interesse de todos os membros da família do assistido para que participem da celebração.
6º - Atender também aos idosos, mesmo não sendo doentes.
7º - Visitar as famílias, em outras circunstâncias, para uma conversa amiga ou leitura da Palavra e orações.
C – Presidir o culto eucarístico na ausência do sacerdote.
D – Irradiar sempre que oportuno, a mensagem da Palavra de Deus por ocasião das visitas, ou no ambiente comunitário, de forma evangelizadora.
E - Aproveitar o tempo de velório para uma adequada celebração dando um sentido cristão à morte.
F - Formar a comunidade cristã através da Palavra de Deus, despertar-lhe a fé e prepará-la para celebração eucarística.
G - Expor e repor o Santíssimo Sacramento, nos termos do CAN 943.
H- Participar ativamente da festa de Corpus Christi, congressos eucarísticos e semanas eucarísticas.
I - Zelar pela dignidade do culto eucarístico e de tudo que lhe diz respeito.
J - Batizar em caso de necessidade, em sintonia com as prescrições diocesanas.
Os ministros extraordinários deverão ajudar-se mutuamente e confraternizar-se entre si, tanto no plano espiritual como no plano material.
O ministro extraordinário deverá desenvolver suas atividades sincrônica e harmoniosamente com os ministérios afins nas outras pastorais da Igreja (nos termos do § 2 do titulo 2. )


*FONTE:

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Pastores vos darei



PASTORIS DABO VOBIS


Codajás terra do Açai, fruto amazônico, energético e calórico. Pois foi exatamente nesta terra  que vimos novamente Deus
agir em favor do seu povo. As 18:30hs na praça Dom Mário o Senhor concedeu para o serviço do seu povo, um novo PadrePe. Delaci Araújo da Silva, filho desta terra de Codajás. Já são quatro sacerdotes que esta terra ofereceu a Igreja; Pe. Antonio Cardoso, Pe. Elcivan Alencar, Pe. Raimundo Elson e Pe. Delaci Araújo. Nossa Gratidão a DEUS, ao Seminário Sant`Ana e ao Seminário São José em Manaus por estas preciosas vocações.






Padres  diocesanos nativos da Diocese de Coari

1. Francisco José Lima da Silva - Coari
2. Antonio de Melo Cardoso - Codajás
3. Raimundo Carvalho Gordiano - Manacapuru
4. Elcivan Alencar - Codajás
5. Edinaldo Nascimento - Beruri
6. Valdivino Araújo - Coari
7. Francisco Assis Libório - Coari
8. Luis Carlos Amorim - Anamã
9. Felipe Jorge - Coari
10. Adeilson Vieira - manacapuru
11. Antonio Carlos Viana - Anamã
12. José Nogueira - Coari
13. Delaci Araújo da Silva - Codajás












quinta-feira, 30 de julho de 2015

Fidei Custos



INSTRUÇÃO "FIDEI CUSTOS"
SOBRE OS MINISTROS EXTRAORDINÁRIOS DA
ADMINISTRAÇÃO DA SANTA COMUNHÃO

 

Um pouco ausente das postagens no Blog, a gente vai aos poucos retomando a caminhada! A pedidos a gente posta.
"Igreja, guarda da fé, cujo depósito ela conserva inviolado através da história humana, em vista de condições peculiares e novas necessidades que surgem, muda de vez em quando, com prudência e magnanimidade, leis puramente canônicas, baixadas por ela no decorrer dos séculos e por ela diligentemente defendidas.
Sendo o bem das almas a razão de ser da Igreja, as prescrições canônicas devem adaptar-se a este fim, para que, segundo as exigências das realidades nó decorrer dos tempos, elas sejam realmente eficazes e consigam orientar de fato todo esforço da Igreja.
Em nosso tempo, em que as condições da vida humana se transformam tão rapidamente, a Igreja, entre outras preocupações, deverá forçosamente tomar em consideração as angústias e dificuldades pelas quais ela está passando por causa do exíguo número de ministros sacros em algumas regiões, onde se vão assoberbando as necessidades da ação pastoral e são solicitados múltiplos trabalhos e esforços do ministério pastoral.
Por isso, o papa Paulo VI, em sua solicitude pastoral, houve por bem aceder aos desejos dos fiéis, e com prudência abolir o direito vigente. Reconhecendo a necessidade do nosso tempo, faz com que, além dos ministros elencados no cân. 845, sejam constituídos ministros extraordinários, que possam administrar a santa comunhão a si e aos fiéis.
Para que tudo isso se faça de maneira ordenada, por autoridade do Sumo Pontífice determinam-se algumas normas sobre a administração da santa comunhão conforme o rito latino:
1. Os bispos residenciais, os coadjutores investidos de todos os direitos e ofícios episcopais, os abades de regime, os prelados ordinários dos lugares, os vigários capitulares, os administradores apostólicos, mesmo sem caráter episcopal, e todos os que são denominados pastores neste decreto, podem dirigir-se às Sagradas Congregações da Disciplina dos Sacramentos e da Evangelização dos Povos ou da Propagação da Fé para os que estão sujeitos à sua autoridade, a fim de obterem a faculdade de permitir que alguma pessoa idônea administre a santa comunhão a si e aos fiéis:
a) Sempre que falte um ministro dos elencados no cân. 845 do CIC;
b) Sempre que o mesmo ministro não possa administrar a santa comunhão sem incômodo, seja por causa de doença, de idade avançada ou do ministério pastoral;
c) Sempre que o número de fiéis que se aproximam da sagrada comunhão for tão grande que a celebração eucarística se prolongue demais.
2. Os pastores acima mencionados podem delegar esta faculdade recebida aos bispos auxiliares, vigários gerais, vigários episcopais e delegados.
3. Pessoa idônea, da qual se fala no nº 1, será, pela seguinte ordem: o subdiácono, o clérigo investido de alguma das ordens menores; o religioso, a religiosa, o catequista (a não ser, que a critério prudente do pastor, o catequista deva ser preferido à religiosa), ou um simples fiel: homem ou mulher.
4. Algumas especificações:
a) Nos oratórios de comunidades de religiosos de ambos os sexos, os pastores supramencionados podem obter a faculdade de permitir que, observada toda cautela, o superior sem ordens sacras ou a superiora, ou os seus substitutos distribuam o pão eucarístico a si e aos seus co-irmãos, como também aos fiéis que por acaso estiverem presentes e o levem aos enfermos que estiverem em casa.
b) Em orfanatos, hospitais, colégios e institutos no mais amplo sentido da palavra, dirigidos por religiosos ou religiosas, os mesmos pastores de que trata o nº 1 podem obter a faculdade pela qual o superior ou reitor sem ordens sacras, ou a superiora ou os seus substitutos, ou ainda um fiel de comprovada vida cristã distribuam a santa comunhão a si e aos súditos da própria casa ou também .aos demais fiéis que por qualquer motivo estiverem presentes; esta faculdade permite também levá-la aos enfermos.
5. O fiel a ser escolhido como ministro extraordinário da santa comunhão deve distinguir-se pela vida cristã, pela fé e os bons costumes; convém que se recomende pela idade madura e tenha sido devidamente instruído para exercer tão nobre ministério. Escolha-se uma mulher de comprovada piedade em casos de necessidade, ou seja, no caso em que não se puder encontrar outra pessoa idônea.
6. A pessoa idônea para a administração da santa comunhão, escolhida nominalmente pelo bispo, receba dele o mandato, segundo o rito preparado para deputar um ministro e distribua a santa comunhão segundo as normas litúrgicas.
7. Durante a administração do sagrado banquete procure-se evitar qualquer perigo de irreverência para com o santíssimo sacramento, a quem se deve toda a honra.
8. A faculdade concedida aos pastores, dos quais se trata acima no nº 1, é concedida para um triênio pelas Sagradas Congregações da Disciplina dos Sacramentos e para a Evangelização dos povos ou da Propagação da Fiéis que por justa causa a pedirem.
9. No fim do triênio, os pastores em questão não deixem de informar as respectivas Congregações sobre o andamento da experiência, inclusive se contribui realmente para o bem das almas".


Cidade do Vaticano, 30 de abril de 1969.
+ Papa Paulo VI

sábado, 24 de janeiro de 2015

Sensus Fidei


Pe. Gregório Lutz

Sempre quando posso e quando venho por estas bandas, não deixo de visitar meu antigo professor  da Especialização e do Mestrado, o honorável Pe. Gregório Lutz. O velho na sua lucidez e sapiência tem um tino especial para  decifrar as questões relacionadas a  sagrada liturgia. Gosto das suas palavras sábias, gosto da maneira como trata a questão. Sentado na sua escrivaninha com seu velho e dificultoso Notebook, ele escrevia sobre o Sensus Fidei. Sentei ao seu lado e por algumas horas escutei o velho falar sobre esta realidade, já que precisava enviar com urgência o texto a comissão litúrgica da CNBB em Brasilia.

Confesso que  escutar o velho professor de Mestrado me faz cada vez mais curioso pela pesquisa cientifica no campo litúrgico. O Sensus Fidei, esta realidade na qual estamos inseridos (questão da Fé, realidade ou conhecimento da Fé) certamente é um questionamento contante que fazemos em nossa realidade de como vivenciamos a Fé em suas várias dimensões; seja pela vivencia sacramental eucarística ou pela vivencia da religiosidade popular nas suas mais variadas formas.

Meio perdido na tecnologia computável, me pediu ajuda para recuperar alguns arquivos que segundo ele estavam perdidos na máquina, na verdade preciosos textos saídos de uma mente lucida e  brilhante. Valeu grande  mestre!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Tu és Sacerdote para sempre

Padre Antonio Carlos


Anamã terra de Dom Gutemberg Freire Régis, terra de vocações! Neste dia 20 de Dezembro depois de dois dias de intenso estudo no encontro diocesano de pastoral na sede Anamã; no final da tarde nos dirigimos para a comunidade São Paulo localizada no paraná do Anamã em em continuidade se chega a Caapiranga,  lá as 19:00hs o jovem padre Antonio Carlos foi ordenado sacerdote.  Filho de José Carlos de Lima e Maria Auxiliadora de Viana, nasceu no dia 19 de Agosto de 1983. No ano 2006 fez a experiência vocacional em Coari no seminário Sant´Ana e no ano seguinte foi para manaus continuar seus estudos no ITEPES, morando no seminário arquidiocesano São José.





Nossa gratidão a Deus e á Diocese de Coari por investir na formação de novos presbíteros para a Amazônia. Desde já a todos os leitores deste blog o meu mais singelo e sincero desejos de Feliz Natal e Próspero ano novo.

Ano que vem estaremos novamente nos esforçando para manter nosso leitores informados...tudo para Ad maiorem Dei glóriam!

Padres  diocesanos nativos da Diocese de Coari

1. Francisco José Lima da Silva - Coari
2. Antonio de Melo Cardoso - Codajás
3. Raimundo Carvalho Gordiano - Manacapuru
4. Elcivan Alencar - Codajás
5. Edinaldo Nascimento - Beruri
6. Valdivino Araújo - Coari
7. Francisco Assis Libório - Coari
8. Luis Carlos Amorim - Anamã
9. Felipe Jorge - Coari
10. Adeilson Vieira - manacapuru
11. Antonio Carlos Viana - Anamã
12. José Nogueira - Coari


                                                    Meus agradecimentos

                                                           Pe. Agnaldo Silva




domingo, 7 de setembro de 2014

Considerações: Dom da Paz

CONSIDERAÇÕES


Quando a Igreja se manifesta através da Congregação para o Culto Divino, devemos considerar que: 

1. Tal decisão já foi vista e revista pela mesma Sagrada Congregação em sintonia com toda a Igreja.
2. Que está opinião não é somente de alguns poucos peritos no assunto, mas decisão de toda a Igreja para o bem comum. 
3. A Igreja é Mãe e Mestra (Mater et Magistra)  de modo que quando fala,  fala em em nome de seu fundador.

 A carta promulgada no dia 08 de julho de 2014 (na postagem anterior), vai nesta linha de que o que se busca é o bem da da Igreja e a verdadeira compreensão do Mistério Pascal do Senhor. A Eucaristia já é por si mesma Dom da Paz como afirma o documento. Neste caso tal mudança vem aprimorar a realização perfeita daquilo que já vivenciamos quando celebramos a Eucaristia, de modo que a verdadeira paz é o próprio Cristo (Efésios 2,14) celebrado e vivenciado na Eucaristia. 

O abraço da paz na missa é um gesto legitimo e saudável, porém em vista de muitos exageros a Sagrada Congregação em nome de toda a Igreja  decidiu olhar com mais carinho para este gesto na celebração da Eucaristia. Então neste caso o que não é certo fazer no momento do abraço da paz?

1. Não é pausa na celebração da Eucaristia
2. Não é momento de rever as mensagens no celular ou fazer ligações
3. Não é momento de contar as novidades aos amigos
4. Não é momento de abandonar o presbitério para cumprimentar os fiéis
5. Não é momento de beber água e distribuir aos outros

O que diz o documento?

"a)    Baseado nas presentes reflexões, pode ser aconselhável que, com ocasião da publicação da terceira edição típica do Missal Romano no próprio País, ou quando se façam novas edições do mesmo, as Conferências considerem se é oportuno mudar o modo de se dar a paz estabelecido em seu momento. Por exemplo, naqueles lugares em nos quais se optou por gesto familiares e profanos de saudação, traz a experiência destes anos, poderiam-se substituir por gestos mais apropriados.
b)   De todos os modos, será necessário que no momento de dar-se a paz se evitem alguns abusos tais como:
- A introdução de um "canto para a paz", inexistente no Rito romano [9]. - Os deslocamentos dos fiéis para trocar a paz.
- Que o sacerdote abandone o altar para dar a paz a alguns fiéis.
- Que em algumas circunstâncias, como a solenidade de Páscoa ou de Natal, ou Confirmação, o Matrimônio, as sagradas Ordens, as Profissões religiosas ou as Exequias, o dar-se a paz seja ocasião para felicitar ou expressar condolências entre os presentes[10].

desenvolvimento na celebração da Santa Missa. A este propósito, a Congregação para o Culto Divino e a Disiciplina dos Sacramentos acompanha a presente carta com algumas pistas orientativas.

O Santo Padre Francisco, no dia 7 de junho de 2014, aprovou e confirmou o que se contém nesta Carta circular, preparada pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, e ordenou sua publicação".


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

O significado ritual do dom da Paz na Missa

O VATICANO FALA SOBRE O SIGNIFICADO RITUAL DO DOM DA PAZ NA MISSA. CARTA CIRCULAR EMITIDA PELA CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO E A DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS.




1. "Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz"[1], são as palavras com as quais Jesus promete aos discípulos reunidos no cenáculo, antes de enfrentar a paixão, o dom da paz, para infundir-lhes a gozosa certeza de sua presença permanente. Depois de sua ressurreição, o Senhor leva ao termo sua promessa apresentando-se no meio deles, no lugar em que se encontravam por temor aos Judeus, dizendo: "A paz esteja convosco!"
[2]. A paz, fruto da Redenção que Cristo trouxe ao mundo com sua morte e ressurreição, é o dom que o Ressuscitado segue oferecendo hoje a sua Igreja, reunida para a celebração da Eucaristia, de modo que possa testemunhá-la na vida de cada dia.

2. Na tradição litúrgica romana o sinal da paz, colocado antes da Comunhão, tem um significado teológico próprio. Este encontra seu ponto de referência na contemplação eucarística do mistério pascal - diversamente de como fazem outras famílias litúrgicas que se inspiram na passagem evangélica de Mateus (cf. Mt 5, 23) - apresentando-se assim como o "beijo pascal" de Cristo ressuscitado presente no altar [3]. Os ritos que preparam a comunhão constituem um conjunto bem articulado dentro do qual cada elemento tem seu próprio significado e contribui ao sentido do conjunto da sequência ritual, que conduz à participação sacramental no mistério celebrado. O sinal da paz, portanto, se encontra entre o Pater noster - ao qual se une mediante o embolismo que prepara ao gesto da paz - e a fração do pão - durante a qual se implora ao Cordeiro de Deus que nos dê sua paz -. Com este gesto, que significa a paz, a comunhão e a caridade"[4], a Igreja implora a paz e a unidade para si mesma e para toda a família humana, e os fiéis expressam a comunhão eclesial e a mútua caridade, antes da comunhão sacramental"[5], isto é, a comunhão no Corpo de Cristo Senhor.

3. Na Exortação Apostólica pós-sinodal Sacramentum caritatis o papa Bento XVI havia confiado a esta Congregação a tarefa de considerar a problemática referente ao sinal da paz[6], com o fim de salvaguardar o valor sagrado da celebração eucarística e o sentido do mistério no mundo da Comunhão sacramental: "A Eucaristia é por sua natureza sacramento da paz. Esta dimensão do Mistério eucarístico se expressa na celebração litúrgica de maneira específica com o gesto da paz. Trata-se indubitavelmente de um sinal de grande valor (cf. Jo 14, 28). Em nosso tempo, tão cheio de conflitos, este gesto adquire, também a partir ponto de vista da sensibilidade comum, um relevo especial, já que a Igreja sente cada vez mais como tarefa própria pedir a Deus o dom da paz e a unidade para si mesma e para toda a família humana. [...] Por isso se compreende a intensidade com que se vive frequentemente o rito da paz na celebração litúrgica. A este propósito, contudo, durante o Sínodo dos bispos se viu a conveniência de moderar este gesto, que pode adquirir expressões exageradas, provocando certa confusão na assembléia precisamente antes da Comunhão. Seria bom recordar que o alto valor do gesto não fica diminuído pela sobriedade necessária para manter um clima adequado à celebração, limitando por exemplo a troca da paz aos mais próximos"[7].
4. O Papa Bento XVI, além de destacar o verdadeiro sentido do rito e do sinal da paz, punha em evidência seu grande valor como colaboração dos cristãos, para preencher,  mediante sua oração e testemunho, as angústias mais profundas e inquietantes da humanidade contemporânea. Por esta razão, renovava seu convite para cuidar este rito e para realizar este sinal litúrgico com sentido religioso e sobriedade.

5. O Discasterio, baseado pelas disposições do Papa Bento XVI, dirigiu-se às Conferências dos bispos em maio de 2008 pedindo seu parecer sobre se manter o sinal da paz antes da Comunhão, onde se encontra agora, ou se mudá-lo a outro momento, com o fim de melhorar a compreensão e o desenvolvimento de tal gesto. Traz uma profunda reflexão, se viu conveniente conservar na liturgia romana o rito da paz em seu lugar tradicional e não introduzir mudanças estruturais no Missal Romano. Oferecem-se na continuação algumas disposições práticas para expressar melhor o conteúdo do sinal da paz e para moderar os excessos, que suscitam confusão na assembléias litúrgica antes da Comunhão.

6. O tema tratado é importante. Se os fiéis não compreendem e não demonstram viver, em seus gestos rituais, o significado correto do rito da paz, debilita-se o conceito cristão da paz e se vê afetada negativamente sua própria frutuosa participação na Eucaristia. Portanto, junto às precedentes reflexões, que podem constituir o núcleo de uma oportuna catequese a respeito, para a qual se ofereceram algumas linhas orientativas, submete-se a prudente consideração das Conferências dos bispos algumas sugestões práticas:
a) Esclarece-se definitivamente que o rito da paz alcança já seu profundo significado com a oração e o oferecimento da paz no contexto da Eucaristia. O dar-se a paz corretamente entre os participantes na Missa enriquece seu significado e confere expressividade ao próprio rito. Portanto, é totalmente legítimo afirmar que não é necessário convidar "mecanicamente" para se dar a paz. Se se prevê que tal troca não se levará ao fim adequadamente por circunstâncias concretas, ou se retem pedagogicamente conveniente não realizá-lo em determinadas ocasiões, pode-se omitir, e inclusive, deve ser omitido. Recorda-se que a rúbrica do Missal disse: Deinde, pro opportunitate, diaconus, vel sacerdos, subiungit: Offerte vobis pacem"[8].
b) Baseado nas presentes reflexões, pode ser aconselhável que, com ocasião da publicação da terceira edição típica do Missal Romano no próprio País, ou quando se façam novas edições do mesmo, as Conferências considerem se é oportuno mudar o modo de se dar a paz estabelecido em seu momento. Por exemplo, naqueles lugares em nos quais se optou por gesto familiares e profanos de saudação, traz a experiência destes anos, poderiam-se substituir por gestos mais apropriados.
c) De todos os modos, será necessário que no momento de dar-se a paz se evitem alguns abusos tais como:
- A introdução de um "canto para a paz", inexistente no Rito romano [9].
- Os deslocamentos dos fiéis para trocar a paz.
- Que o sacerdote abandone o altar para dar a paz a alguns fiéis.
- Que em algumas circunstâncias, como a solenidade de Páscoa ou de Natal, ou Confirmação, o Matrimônio, as sagradas Ordens, as Profissões religiosas ou as Exequias, o dar-se a paz seja ocasião para felicitar ou expressar condolências entre os presentes[10].
d) Convida-se igualmente a todas as Conferências dos bispos a preparar catequeses litúrgicas sobre o significado do rito da paz na liturgia romana e sobre seu correto desenvolvimento na celebração da Santa Missa. A este propósito, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos acompanha a presente carta com algumas pistas orientativas.

7. A íntima relação entre lex orandi e lex credendi deve obviamente estender-se a lex vivendi. Conseguir hoje um compromisso sério dos católicos frente a construção de um mundo mais justo e pacífico implica uma compreensão mais profunda do significado cristão da paz e de sua expressão na celebração litúrgica. Convida-se, então, com insistência a dar passos eficazes em tal matéria já que dele depende a qualidade de nossa participação eucarística e o que nos vejamos incluídos entre os que merecem a graça prometida nas bem-aventuranças aos que trabalham e constroem a paz[11].

8. Ao finalizar estas considerações, exorta-se aos bispos, e sob sua guia, aos sacerdotes a considerar e aprofundar no significado espiritual do rito da paz, tanto na celebração da Santa Missa como na própria formação litúrgica e espiritual ou na oportuna catequese aos fiéis. Cristo é nossa paz[12], a paz divina, anunciada pelos profetas e pelos anjos, e que Ele trouxe ao mundo com seu mistério pascal. Esta paz do Senhor Ressuscitado é invocada, anunciada e difundida nas celebração, também através de um gesto humano elevado ao âmbito sagrado.
O Santo Padre Francisco, no dia 7 de junho de 2014, aprovou e confirmou o que se contém nesta Carta circular, preparada pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, e ordenou sua publicação.
Na sede da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, ao dia 08 de junho de 2014, na solenidade de Pentecostes.
Antônio Card. CAÑIZARES LLOVERA - Prefeito
Arthur ROCHE - Arcebispo Secretário


NOTAS
[1]. Jo 14, 27
[2]. Cfr. Jo 20, 19-23.
[3]. Cf. MISSALE ROMANUM ex decreto SS. Concilii Tridentini restitutum summorum pontificum cura recognitum, Editio typica, 1962, Ritus servandus, X, 3.
[4]. CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO E A DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS, Instr., redemptionis sacramentum, 25 de março de 2004, n. 71: AAS 96 (2004) 571.
[5]. MISSALE ROMANUM, ex decreto sacrosancti Oecumenici Concilii Vaticani II instauratum, auctoritate Pauli Pp. VI promulgatum, Ioannis Pauli Pp. II cura recognitum, editio typica tertiam, diei 20 aprilis 2000,Typis Vaticanis, reimpressio emendata 2008, Ordenação Geral do Missal Romano, n. 82.
[6]. Cf. BENTO XVI, Exhort. Apost. pós-sinod., Sacramentum caritatis, 22 de fevereiro de 2007, n. 49: AAS 99 (2007) 143
[7]. Cf. Bento XVI, Exhort. Apost., Sacramentum caritatis, 22 de fevereiro de 2007, n. 49, nota n. 150: AAS 99 (2007) 143.
[8]. MISSALE ROMANUM, Ordo Missae, n. 128
[9]. No rito romano não está tradicionalmente previsto um canto para a paz porque se prevê um tempo brevíssimo para dar a paz somente aos mais perto. O canto da paz sugere, pelo contrário, um tempo muito largo para a troca da paz.
[10]. Cf. Ordenação Geral do Missal Romano, n. 82: "Conveniente, contudo, que cada um expresse sobriamente a paz somente aos que tem mais próximo"; n. 154: "O sacerdote pode dar a paz aos ministros, permanecendo sempre dentro do presbitério, para não alterar a celebração. Faça-se do mesmo modo se, por uma causa razoável, deseja dar a paz a alguns fiéis"; CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO E A DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS, Instr., Redemptionis sacramentum, 25 de março de 2004, n. 72: AAS 96 (2004) 572.
[11]. Cf. Mt 5, 9ss.
[12]. Ef. 2, 14.